Relendo Thales de Azevedo

06/11/2015 13:47:54


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O Portal do IRDEB, através do endereço irdeb.ba.gov.br/thalesdeazevedo transmite ao vivo, entre os dias 11 a 13 de novembro, o Seminário Relendo Thales de Azevedo. O evento acontecerá na sede da Academia de Letras da Bahia e no Convento de Santa Clara do Desterro, em Nazaré, e conta com a parceria da Fundação Pedro Calmon / Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. O seminário homenageia o legado do intelectual baiano e discute sua obra. 

O seminário contará com mesas de debates com tópicos relacionados às Ciências Humanas e os interessados podem acompanhar a transmissão via redes sociais, utilizando a hashtag #ThalesdeAzevedo. Confira a programação completa.


Thales de Azevedo

Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia (1922/27), Thales de Azevedo foi interno da Cadeira da Clínica Ginecológica do Prof. José Adeodato de Souza, na Enfermaria do Hospital Santa Isabel da Santa Casa de Misericórdia da Bahia. Atou como médico por mais de 40 anos, identidade profissional que foi acumulada, a partir de 1943, com a de professor universitário. Enquanto professor universitário, além de sua passagem pela Faculdade de Medicina da Bahia, como assistente dos cursos de Farmácia e Medicina (1936/37), liderou a criação da Escola de Serviço Social da Bahia (1944), unidade pioneira da Universidade Católica do Salvador, onde colaborou como professor até 1967, tendo sido seu diretor entre 1944/54. A partir de 1949, trabalhando com Anísio Teixeira, então Secretário de Educação e Saúde do Estado, Thales de Azevedo foi encarregado de dar apoio ao Programa de Pesquisas Sociais do Estado da Bahia – Columbia University (1950/53), do qual logo em seguida tornou-se coordenador, acompanhando seus desdobramentos em vários estágios posteriores de treinamento e orientação de estudantes americanos em estágio na Bahia, ainda por mais de duas décadas.

Como um dos fundadores e membro do Conselho Diretor da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência na Bahia (1950/68), Thales de Azevedo teve um papel decisivo no apoio a projetos de pesquisa e na concessão de bolsas de estudo a pesquisadores. Em 1955/1956, voltou ao ensino em medicina, tornando-se Professor Conferencista da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Em seguida, quando primeiro dos Pró-reitores da Universidade Federal da Bahia, na qualidade de diretor do Departamento Cultural (1960/62), abriu a discussão entre o corpo docente sobre a reforma universitária, retomada quando diretor da Faculdade de Filosofia em 1964/68.